sábado, 17 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
RESPOSTA
A resposta do meu amorEstá no meu silêncio
No mesmo silêncio
Que você encontrou no meu peito
Ou na minha boca
Que não te balbuciou nenhum gemido
Nenhuma palavra mutilada
O meu amor está no nada que digo
E no muito que sinto
Tudo tão simples
Tão óbvio
Nada de complicado ou sinistro
Talvez amar seja isto!
[Simplesmente Teresa]
quarta-feira, 14 de abril de 2010
COMO...?
Que canto há de cantar o que perdura?A sombra, o sonho, o labirinto, o caos
A vertigem de ser, a asa, o grito.
Que mitos, meu amor, entre os lençóis:
O que tu pensas gozo é tão finito
E o que pensas amor é muito mais.
Como cobrir-te de pássaros e plumas
E ao mesmo tempo te dizer adeus
Porque imperfeito és carne e perecível
E o que eu desejo é luz e imaterial.
Que canto há de cantar o indefinível?
O toque sem tocar, o olhar sem ver
A alma, amor, entrelaçada dos indescritíveis.
Como te amar, sem nunca merecer?
[Hilda Hilst]
segunda-feira, 12 de abril de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
ESPERA
O tempo parece não correr
E as horas passam lentas
Alheias a minha saudade
Ignoram minha vontade...
Vem logo, não demora.
Meus olhos anseiam
Ver a saudade no teu olhar
E o desejo no seu rosto
Vem me matar a fome.
E assim, protegida no teu peito,
Não preciso mais nada
Apenas do seu sorriso
E ouvir seu respirar
Perfume envolvente
Que me desmonta
Deixa-me tonta, inebria.
Vem depressa...
Sem pressa de ir embora
Tira-me os sentidos
Esquece as horas
Pensemos no agora...
Quebremos as amarras
Revivamos os momentos
Presos na memória
Entre risos e gemidos
Fomos felizes
Violando sentidos
Inconsequentemente felizes...
[Gloria Salles]
E as horas passam lentas
Alheias a minha saudade
Ignoram minha vontade...
Vem logo, não demora.
Meus olhos anseiam
Ver a saudade no teu olhar
E o desejo no seu rosto
Vem me matar a fome.
E assim, protegida no teu peito,
Não preciso mais nada
Apenas do seu sorriso
E ouvir seu respirar
Perfume envolvente
Que me desmonta
Deixa-me tonta, inebria.
Vem depressa...
Tira-me os sentidos
Esquece as horas
Pensemos no agora...
Quebremos as amarras
Revivamos os momentos
Presos na memória
Entre risos e gemidos
Fomos felizes
Violando sentidos
Inconsequentemente felizes...
[Gloria Salles]
sexta-feira, 9 de abril de 2010
TORTURA
Ai de mim
a loucura que posso ter
a puta que posso ser
a dama que sonhais entreter.
Ai de mim
no inferno de vossas luvas
dar de beber a vossos lábios
o néctar de várias musas.
Não serei eu
além de doce criatura
o fogo satírico de vozes
no filtro de vossos atos?
a loucura que posso ter
a puta que posso ser
a dama que sonhais entreter.
Ai de mim
no inferno de vossas luvas
dar de beber a vossos lábios
o néctar de várias musas.
Não serei eu
além de doce criatura
o fogo satírico de vozes
no filtro de vossos atos?
e perdida zona perigosa
sou manhosa em vossa cama
quando mansa sou sacana.
Ai de mim ai de vós
e de minha língua pirilampos
a cortar das duas tal mistura
no que desejais de uma.
Ai de mim ai de deus
e de meu corpo multi/uni
a sangrar tantas fêmeas
no intuito de lapidar a vossa.
Ai
de
mim.
sou manhosa em vossa cama
quando mansa sou sacana.
Ai de mim ai de vós
e de minha língua pirilampos
a cortar das duas tal mistura
no que desejais de uma.
Ai de mim ai de deus
e de meu corpo multi/uni
a sangrar tantas fêmeas
no intuito de lapidar a vossa.
Ai
de
mim.
[Eliane Alcântara]
quarta-feira, 7 de abril de 2010
AUSÊNCIA
O sonho não morreuApenas adormeceu
Nos braços serenos
da noite
E teu silencio gritante
Está envolto numa solidão
Que não me pertence
Pois vejo-te como recomeço
De todos os meus começos
E cada vez que abro os olhos
Você está aqui na minha frente
Como se nunca estivesse saído
Num sussurrar que me envolve
Em cálida canção que me embala
Me trazendo a calma da espera.
[Simplesmente Teresa]
terça-feira, 6 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
BUSCO-TE...
Algumas vezes me visto de fantasias (im)possíveis
Para dourar teu corpo com minha língua a percorrer-te.
E viajo em meus pensamentos a dengosa proximidade
De tocar-te luxúria do meu verdadeiro prazer.
E abro-me palavras e sussurros em tua pele.
Minha calma se expande na cama, deliro.
Sou vadia em teus desejos, mulher em tuas mãos.
Roubo do sonho um beijo e enveneno-me com ternura,
Em ti aprendo a ser mais que esta que acolhes e usas.
Em ti sou quem sei, sou louca e serena poesia,
Verdadeira essência a distribuir felicidade.
Busco-te...
...
[Eliane Alcântara]
sábado, 3 de abril de 2010
PARA TI EXISTO
Se queres dou-te poemas vestidos de mimE todas as palavras que o vento cria
Unindo os sentimentos que pairam sobre nós
Dou-te todos os momentos de amor e paixão
Loucos ou simplesmente ternos de afeto
Revelando-me para ti como nunca antes
E assim recolherei todas as ondas do mar
Apenas para te dar os gestos do meu ventre
Que emerge de força sempre que me amas
Se queres dou-te nas mãos a pureza
De tudo o que tenho cá dentro
Para que saibas que para ti existo toda
[Madalena Palma]
E AGORA...?
Não vejo mais você faz tanto tempoQue vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
É verdade, eu não minto
E nesse desespero em que me vejo
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro
Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-lo
Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
...
[Composição: Fernando Mendes / José Wilson / Lucas]
segunda-feira, 29 de março de 2010
domingo, 28 de março de 2010
sábado, 27 de março de 2010
PENSAMENTOS
Amo seu cheiro que vem com o vento
Acordar meus suspiros, acender minha teimosia.
Amo suas mãos delirantes a passear meu corpo,
Descobrir novas formas de prazer.
Entrego meus sentidos aos seus delírios,
Quentes abraços de ternura.
Visto a tarde de sussurros em seu ouvido,
Aninho minha sede em sua pele adocicada.
Beiro a consagração de nossos órgãos,
Enlaço nossas bocas ao cabível no que entorna de nós ao ar.
Relaxo minhas conclusões, embaralho nossas vestes.
Deslizo audácia em sua fome, comendo do que nos alimenta.
Amo sua determinação ao tomar-me,
Ao conduzir-me ao paraíso dos mortais,
Quarto crescente de tudo que nos é destinado.
Acordar meus suspiros, acender minha teimosia.
Amo suas mãos delirantes a passear meu corpo,
Descobrir novas formas de prazer.
Entrego meus sentidos aos seus delírios,
Quentes abraços de ternura.
Visto a tarde de sussurros em seu ouvido,
Aninho minha sede em sua pele adocicada.
Beiro a consagração de nossos órgãos,
Enlaço nossas bocas ao cabível no que entorna de nós ao ar.
Relaxo minhas conclusões, embaralho nossas vestes.
Deslizo audácia em sua fome, comendo do que nos alimenta.
Amo sua determinação ao tomar-me,
Ao conduzir-me ao paraíso dos mortais,
Quarto crescente de tudo que nos é destinado.
Escolho um som para nos musicarE de olhos fechados valso seu corpo
Em serena e louca perseguição.
Amo essa fantasia ensolarada, esse perfil cabalístico,
A tecer de nós um desejo único:
Esgotar de prazer escoando em início
O fogo que me queima quando penso em você.
[Eliane Alcântara]
EM TUDO...
Alcançou-me tão fundo
Porque contigo
Plantei os pés
Numa primavera
Nenhum outro olhar
Invadiu-me tão além
Porque contigo
Perdi as horas
Eternizando segundos
Nenhum outro cheiro, anseio...
Nenhum outro corpo, desejo...
Em tudo eu te brindo, te sinto
Em tudo eu te roço, te afloro
Amor, tudo em ti eu adorno!
[Cris Poesia e Cáh Morandi ]
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