
Algo esbarrou na memória do corpo.
Algo que pude reconhecer imediatamente
Porque muitas vezes
Já me havia furtado os sentidos.
Aquele toque inconfundível
Era a memória da tua mão.
Tenho saudade da tua mão.
Tua mão linda e ousada.
Tua mão firme e quente.
Mão que afaga indecentemente
Enquanto esbofeteia sonhos.
Hoje a saudade não é de ti
Entrando obscuramente em minha alma,
A roubar meus sentidos sem dó.
Hoje a saudade é da tua mão
Entrando devastadora entre minhas coxas,
A desnortear-me no teu doce despudor.
[Isabella Benício]
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