...Eu te quero meu mar, imenso e inteiro.
Destino a tuas mãos, meus remansos.
E se te afastas, ou se tentas
a mais doída liberdade,
se foges ao encanto que hora lanço,
hás de voltar, hás de vir
leve ou violento.
Pois que, sendo eu, sem ti,
um deserto,
és meu vento de desatinar.
E não foge o vento de sua sina,
nem o mar de onde quer se deitar,
Leves, violentos.
[Saramar]



























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